Pantanal - A Joia da Biodiversidade



Por Alice Morais - Viajecer

Edição Felipe Martins - GoMartins


O nosso terceiro e último destino dessa expedição para o Mato Grosso foi Porto Jofre, no Pantanal Mato-grossense, uma das experiências mais aguardadas pela equipe. Levantamos cedinho, tomamos um café da manhã reforçado no Hotel Paiaguás de Cuiabá e colocamos o pé na estrada.

Percorremos cerca de 105km de Cuiabá até Poconé, a última cidade antes de entrarmos na famosa Transpantaneira. Como ainda tínhamos mais 147km de estrada de chão pela frente, sem nenhum outro comércio pelo caminho, paramos por lá para comprar água e outros itens que precisávamos. Fica essa dica para os que forem se aventurar para esse destino, abasteçam em Poconé antes de seguir o caminho!


Integrantes da GoMartins, Felipe e Henrique Martins, no portal da Transpantaneira.

A aventura nesse lugar já começa na estrada. São quilômetros de terra avermelhada, pedras, buracos, muita poeira e mais de 125 pontes de madeira para atravessar. Nessa estrada é imprescindível um veículo 4x4, principalmente, no período de chuvas. É muito importante dirigir com cautela, pois além da pista sinuosa, sempre tem algum animal silvestre atravessando pelo caminho, nós nos deparamos com vários, inclusive um cervo-do-pantanal lindo!



Belo encontro com um Cervo-do-Pantanal logo no começo da estrada ( Foto: @org.gomartins )

Divisão dos biomas no território brasileiro. (Ilustração: Educa Brasil)

O Pantanal é um dos 3 biomas presentes no estado do Mato Grosso, que também abriga a Amazônia e o Cerrado, esse último muito presente na Chapada dos Guimarães. Ele é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, é uma das maiores planícies alagáveis do planeta e, apesar da sua pequena extensão territorial em relação aos outros biomas (cobre cerca de 2% do Brasil), ele possui uma grande biodiversidade se o compararmos proporcionalmente aos outros. Grande parte dos animais presentes na fauna brasileira está presente ali, são mais de 1000 espécies.

Além disso, a produtividade (disponibilidade de requisitos para garantir espécies com populações densas de espécimes) do Pantanal é impressionante!

A GoMartins sempre pesquisa profundamente tudo sobre as regiões que vai visitar e consulta os órgãos e profissionais competentes, para que a experiência e o aprendizado sejam genuínos e relevantes.


Depois de algumas horas de viagem, chegamos no Santa Rosa Pantanal Hotel e fomos recebidos com um maravilhoso almoço pantaneiro, com direito a peixe, moqueca...uma delícia! Aliás, ficamos surpresos com o ambiente e a localização do hotel, às margens do Rio Cuiabá, no meio de uma grande área verde e com vários animais em suas dependências, até um casal de tuiuiús. E nós amamos essa conexão né? A cara da GoMartins!


Casal de Tuiuiús, símbolo do Pantanal, passeando dentro do Hotel Santa Rosa

Começamos a nossa tão esperada aventura no Pantanal nessa mesma tarde. A equipe do Santa Rosa já havia deixado tudo pronto, o barco estava à nossa espera no deck do rio e nós...super ansiosos com o que poderíamos encontrar no caminho!


Vista Aérea do Hotel Santa Rosa com sua excelente estrutura

Valter Patrial - Fotógrafo especialista em vida selvagem e onças-pintadas.

O nosso amigo e companheiro de equipe nessa expedição, o fotógrafo Valter Patrial, é especialista em fotografia de animais silvestres e tem muita experiência em avistamento de animais, já visitou Porto Jofre muitas vezes, e foi nos mostrando ao longo do caminho alguns pontos estratégicos onde as onças-pintadas costumam ficar. É claro que elas não ficam em lugares fixos, mas cada uma delas tem um espaço específico de dominância e permanência. Além disso, elas precisam de muita água e, por isso, é mais fácil avistá-las nos barrancos localizados na beira dos rios.

Equipe da GoMartins animada durante o passeio em busca das onças.

Uma informação interessante que recebemos é que as onças da região são catalogadas e recebem nomes, então quando encontramos alguma, podemos saber qual é o seu nome e todas as vezes em que foi avistada. Legal demais! As onças-pintadas podem ser identificadas pelas manchas presentes no seu corpo pois funcionam como uma impressão digital de cada animal (falamos muito sobre isso no post de Foz do Iguaçu).

Nota: “As onças-pintadas são animais territorialistas, ocupando, na dependência do tipo de habitat, de 22 a mais de 150 km2, onde o território de um macho se sobrepõe aos de duas ou mais fêmeas. Os machos e as fêmeas encontram-se apenas no período reprodutivo.” (Fonte: WWF Brasil)

Fotógrafos atentos no corixo ( Foto: GoMartins )

Subimos o Rio Cuiabá em direção ao Rio Piquiri e ao Três Irmãos, muito atentos aos detalhes, sons e movimentos ao longo do caminho. Depois de cerca de uma hora, os barqueiros decidiram entrar em um corixo (um pequeno canal que surge em época de cheia e liga outros dois rios ou lagoas, fica repleto de aguapés) e um deles a viu, de longe, totalmente camuflada entre as folhagens do barranco. Incrível!


Ãgue foi a primeira onça encontrada pela nossa equipe.

Ficamos impressionados com a capacidade de camuflagem dela, somente com um olhar muito treinado e experiente é possível perceber à longa distância ou com o barco em movimento. Foi uma experiência indescritível! Ficamos por vários minutos com os barcos parados em sua direção, mantendo uma distância segura, mas era totalmente possível observá-la com detalhes. Os animais dessa região já estão habituados com a movimentação dos barcos passando então, geralmente, não costumam ficar assustados.

Irmãos Martins com as câmeras prontas em busca das melhores imagens.

A nossa equipe ficou muda...uma mistura de empolgação, com admiração e emoção. Os registros são impressionantes, mas nada supera o que sentimos naquele momento, mais do que fotos e vídeos para guardar, temos em nós a memória desse dia inesquecível! Todo brasileiro deveria poder viver essa experiência de perto!

Quando chegamos no hotel, o Valter compartilhou as imagens com um grupo de pesquisadores e profissionais que atuam nessa área para verificarem qual a onça que avistamos e descobrimos que o seu nome é Ãgue. Essa troca de informações é muito bacana e importante para o trabalho de monitoramento e de conservação da espécie na região.

Acordamos no dia seguinte ainda anestesiados dessa experiência, mas mal sabíamos o que ainda estava por vir. Resolvemos passar o dia inteiro no barco, para não perder nenhuma oportunidade e conseguir percorrer grande parte dos rios da região. Então, tomamos um café da manhã reforçado no Santa Rosa e a equipe do hotel preparou lanches e almoço para levarmos, além de bebidas, água...tudo perfeito para que o nosso dia no barco tivesse o máximo de conforto.

Minutos depois da nossa partida pelo rio, já avistamos a primeira...ela estava tranquila passando pela beira do rio, olhou em nossa direção e depois continuou a sua caminhada toda imponente. Tivemos alguns minutos para admirá-la, fizemos vídeos e fotos, depois ela entrou na vegetação alta que estava próxima ao rio e sumiu. A nossa equipe vibrava de emoção!


Onça Tainara passeando imponente sem se preocupar com nossa presença. ( Foto GoMartins)

Percorremos mais algumas horas pelo rio, o sol estava bem quente e fazia muito calor, então procuramos uma sombra para encostar os barcos, descansar e almoçar. Verificamos toda a área em volta para checar que estava segura.

Depois de alguns minutos, quando estávamos nos preparando para continuar a nossa jornada, soltamos os barcos e escutamos uma movimentação nas folhagens próximas e, para a nossa surpresa, era mais uma.


Uma grande surpresa quando essa onça curiosa se aproximou do nosso barco nas margens do rio. ( Foto: GoMartins)

Foi um susto! Afastamos mais os barcos da beira do rio e ficamos acompanhando a movimentação dela. Ela farejou toda a área e vimos que ela começou a observar um pássaro que estava em cima da árvore. Em questão de segundos, ela já estava lá em cima, andando sorrateiramente para caçá-lo. A caçada não deu muito certo, ela acabou escorregando e caiu na água, mas assistir a tudo isso foi uma adrenalina inexplicável! Foi inesquecível.


Onça subiu em uma árvore para tentar pegar um urubú. ( Foto: GoMartins)

Quem quiser assistir mais sobre esse episódio, os vídeos estão nos highlights nos perfis de Instagram da equipe, estão bem divertidos!

Retornamos para o hotel no final da tarde, a tempo de assistirmos o pôr do sol incrível do Pantanal. Aproveitamos para curtir um pouco a piscina maravilhosa do Santa Rosa e relaxar antes de retomar todas as edições do dia. E que dia...inesquecível!


Bela estrutura do Hotel Santa Rosa colorida pelo belíssimo pôr do sol

Pantanal possui um dos mais belos cenários da natureza. (Foto GoMartins)

No nosso último dia por lá, acordamos bem cedo para aproveitar o período da manhã pois partiríamos logo após o almoço. Tínhamos pouco tempo, vivemos momentos incríveis, mas fomos bem esperançosos de que teríamos novas surpresas. Depois de algumas horas percorrendo o rio, encontramos alguns barqueiros e fomos trocando informações. Essa é uma estratégia bem comum por lá, eles se comunicam para que todas as pessoas consigam ter essa experiência.

Por indicação de um deles, entramos em um corixo e logo conseguimos observar um filhote. Minutos depois, apareceu a mãe, uma fêmea linda que, muito preocupada com a sua cria, já se posicionou para escondê-lo atrás das árvores. Tivemos alguns instantes para observá-los, mas foi inesquecível!


Nota: Por ser um bioma com ligações próximas à Floresta Amazônica e ao Cerrado, a paisagem pantaneira é bem diversificada, com árvores de médio e grande porte, típicas da Amazônia, mas também conta com a presença de árvores tortuosas de baixo e médio porte, muito comuns no Cerrado, o bioma que exerce maior influência sob a região.


Finalizamos presenciando algo muito especial, o filhote Luca, emocionando toda a equipe.

O Valter havia comentado sobre essa fêmea e seu filhote, algumas vezes, ao longo da viagem. A fêmea chama-se Medrosa e o filhote é o Luca, mas jamais imaginamos que conseguiríamos vê-los, eles não eram vistos há meses.


Que experiência incrível foi vivenciar isso tudo de perto, pois a onça-pintada é um animal do topo da cadeia alimentar, então a sua presença é um indicativo de equilíbrio do ecossistema da região. O propósito da GoMartins em realizar essas ações e expedições é, principalmente, aprender e divulgar conteúdos relevantes sobre os destinos e sobre os projetos voltados para a conservação do meio ambiente.


Assista um compilado com os melhores momentos dessa viagem no Youtube da GoMartins:



Em resumo: o que vivemos no Pantanal e no Mato Grosso como um todo foi inesquecível e um capítulo da nossa história essencial para tudo o que realizaremos daqui para frente.


AGUARDEM AS PRÓXIMAS AVENTURAS!


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