Missão GoMartins Mato Grosso: A Joia do Ecoturismo Brasileiro - Etapa Chapada dos Guimarães





Por Alice Morais - Viajecer

Edição Felipe Martins - GoMartins


A nossa segunda parada no Mato Grosso foi no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que fica a cerca de 60km da capital Cuiabá. Um destino um pouco mais conhecido no estado, mas que reúne uma variedade tão grande de atrativos que torna impossível conhecer tudo em apenas alguns dias. E, a cada ano que passa, mais tesouros são descobertos na região, como novas cachoeiras e grutas, o que faz com que as viagens pra lá sejam sempre experiências diferentes.

GoMartins Pratos Gastronomia Jantar Casa da Quineira
Gastronomia requintada na Casa da Quineira

Falando em experiência, começamos pela hospitalidade da Casa da Quineira, onde ficamos hospedados. Um ambiente aconchegante onde você consegue perceber que cada detalhe foi pensado com muito cuidado, desde os amenities sustentáveis até a decoração, com artigos indígenas, flores e uma lareira na área externa para relaxar no final do dia. Um lugar lindo, ao lado do Parque da Quineira, que é uma reserva com mata muito bem preservada e, ao mesmo tempo, fica em ótima localização, bem no centro da cidade.

GoMartins Vista aérea drone Casa da Quineira com piscina
Vista Aérea da Casa da Quineira em uma grande área verde

GoMartins vista aérea de drone da Casa da Quineira na Chapada dos Guimarães
Diferencial da Casa da Quineira é o conforto no meio de uma grande área preservada.

GoMartins Piscina Casa da Quineira hotel pousada Chapada dos Guimarães
Visual belíssimo da piscina na Casa da Quineira - Chapada dos Guimarães

O atendimento é sensacional, todos os funcionários foram extremamente atenciosos e educados, desde a recepção até o restaurante. A comida também é maravilhosa e o café da manhã é um dos mais elogiados da Chapada!






Com as energias recarregadas, partimos para o nosso primeiro dia de aventura. Uma programação intensa, mas preparada com muito cuidado pela Agência Villa Guimarães para conseguirmos mostrar tudo o que a Chapada dos Guimarães tem de diferencial.

Uma dica importantíssima da GoMartins é sempre explorar os atrativos de qualquer destino com o acompanhamento de um guia (em alguns locais nem é permitido ir sozinho), pois além de ser uma experiência mais segura, ela será muito mais rica em informações e conhecimentos sobre a história e a cultura do lugar. Nós conhecemos tudo na Chapada dos Guimarães na companhia da guia Jolenil, da Villa Guimarães, e podemos garantir que retornamos dessa viagem com uma bagagem de peso. A família da Jô foi uma das primeiras a desbravar a região, desde a época da exploração de diamantes, então tinha muita história para contar e ensinar para a equipe.

Começamos a programação pelo chamado Circuito das Cavernas, no Complexo de Cavernas Aroe Jari, que está localizado dentro de uma propriedade particular e possui 4 cavernas, além da Cachoeira do Relógio, da Lagoa Azul e da Ponte de Pedra, ou seja, são vários atrativos em uma única área de 700 hectares de RPPN. A fazenda tem cerca de 3 mil hectares no total e o proprietário, o Sr. Zé Carlos, que iniciou todo o plano de manejo para que houvesse atividade turística no local.

Aliás, quase tudo na região Centro-Oeste tem esse perfil, as áreas dos atrativos são extensas e um fica bem distante do outro, então é essencial estar de carro ou contratar os passeios com traslado incluso.

A atividade começa na sede da Fazenda Água Fria, onde recebemos as instruções sobre o percurso e colocamos as perneiras (equipamento de proteção para as canelas, que evita cortes e picadas). Os visitantes também podem deixar o almoço agendado no restaurante do local e dizem que a comida é maravilhosa, mas como fizemos o percurso apenas pela manhã, almoçamos em outro atrativo. De qualquer forma, fica a dica!

GoMartins atravessa ponte de pedra na chapada dos guimarães
Ponte de Pedra - Chapada dos Guimarães

Percorremos 14km para explorar a região, uma parte de trator e a outra a pé, caminhando por cerca de 4km em trilhas na vegetação do cerrado. A nossa primeira parada foi na Ponte de Pedra, uma formação rochosa que liga duas pedras enormes. Do alto dessa ponte, é possível admirar a vasta vegetação da região, um visual incrível. Além disso, conseguimos observar nas pedras alguns registros que, segundo a guia Jo, seriam de inscrições rupestres. Legal demais!

GoMartins Inscrições rupestres na chapada dos guimarães
Inscrições Rupestres na Chapada dos Guimarães

GoMartins Fóssil vida marinha chapada dos guimarães conchas
Fósseis: Vestígios de vida marinha na chapada dos guimarães ( Foto: Lorenna Bezerra )

Várias regiões do Mato Grosso preservam sítios arqueológicos e muitas são utilizadas em estudos científicos. Inclusive, a primeira caverna que visitamos abriu recentemente e sua visitação é controlada, a Pobe Jari, pois existem pesquisas sendo realizadas até hoje. Outra curiosidade sobre a região é que, assim como Bonito no Mato Grosso do Sul e outros lugares do Brasil, a Chapada dos Guimarães já foi mar. Há milhões de anos atrás, é claro, mas é possível observar alguns vestígios desse período pelo caminho, como formações que lembram recifes de corais e marcas de fósseis de conchas no arenito.


GoMartins Alice Morais visita a cachoeira do relógio ou cachoeira do almíscar na chapada dos guimarães
Cachoeira do Relógio ou Cachoeira do Almíscar

Passamos pela Cachoeira do Relógio, também chamada de Cachoeira do Almíscar, que é um tipo de planta presente nesta região. Seu aroma é usado na fabricação de perfumes e suas flores e folhas também tem algumas propriedades medicinais, segundo as informações que recebemos. O cheiro é muito bom e bem marcante, o que tornou os nossos minutos por ali ainda mais prazerosos, além da beleza do lugar, é claro.

Equipe GoMartins caverna pobe jari valter patrial
Equipe na famosa Caverna Pobe Jari ( Foto: Valter Patrial )

Caminhamos alguns metros e chegamos na Pobe Jari, onde “Pobe” = Água e “Jari” = Alma, então seria “Água das Almas”. Quase todas as cavernas receberam nomes de origem indígena, pois era uma civilização muito presente na região. Descemos cerca de 600m terra à dentro para conhecer a área e ouvir a sua história. Não existe nenhum tipo de iluminação, então usamos lanternas para observar as várias pegadas de animais no solo, pedras e minerais nos paredões da caverna. Existem várias histórias de exploradores que perderam tudo retirando pirita das cavernas pensando que haviam encontrado ouro, muito interessante!

Depois de mais alguns metros de trilha, onde vimos rastros de cobra e pegadas de onças, chegamos na Kyogo Brado, que significa “Ninho de Aves”, e tivemos a experiência única de atravessar mais de 270 metros entre os paredões da caverna, que parecem ter sido esculpidos à mão. É proibido tocar as paredes, pois são bem sensíveis e estão em constante processo de erosão. E descobrimos o motivo pelo qual é chamada de Ninho de Aves, pois existem várias delas ali, que ficam cantando o tempo todo e ainda conseguimos observar, bem no meio do caminho, um ninho com milhares de morcegos. Foi demais!

GoMartins Felipe Martins caverna Kyogo Brado chapada dos guimarães
Felipe Martins se prepara para entrar na caverna Kyogo Brado.

A nossa última parada foi na caverna que deu origem ao nome do complexo, a Aroe Jari. Ela é considerada a maior caverna de arenito do Brasil, com mais de 1550 metros de extensão, sua entrada tem cerca de 10 metros de altura e 60 metros de largura. Não é possível atravessá-la, chegamos a percorrer apenas cerca de 600 metros, pois grande parte da sua área é alagada. Essa caverna preserva uma história bem curiosa, pois seria uma área onde as civilizações antigas realizavam seitas religiosas e onde teria um cemitério, muito intrigante!

Uma das saídas da caverna é onde fica a chamada Lagoa Azul. Um lago lindíssimo, em tons azuis e esverdeados, localizado dentro de uma gruta que tem uma beleza fantástica, principalmente, quando recebe os reflexos da luz do sol. Não é permitido mergulhar, infelizmente porque seria bem refrescante, mas a tonalidade das águas se dá devido à presença de microalgas, que poderiam ser afetadas com a interferência humana.


GoMartins Lagoa Azul Chapada dos Guimarães Caverna
Lagoa Azul e suas belas e cristalinas águas.

Finalizando todo o percurso no Complexo Aroe Jari, partimos para a Fazenda Buriti, onde tiramos um tempinho para almoçar antes de iniciar o Circuito Águas do Cerrado. O almoço foi surpreendente, uma comida caseira bem saborosa e, nitidamente, preparada com muito carinho pelos proprietários Paulo e Márcia.

Em tempo, é bom deixar claro que esses dois circuitos, geralmente, são feitos em dias diferentes. Como o nosso tempo de produção era curto, realizamos um pela manhã e o outro à tarde, bem corrido, mas valeu a pena para mostrarmos tudo para vocês.

GoMartins Alice Morais cachoeira das orquídeas chapada dos guimarães
Alice Morais se refresca na Cachoeira das Orquídeas

O Circuito Águas do Cerrado contempla a visitação de diversas cachoeiras, começando pelo Poço do Amor, que tem pedras que formam um poço esverdeado em formato de coração, bem no meio da mata, lindo demais. Depois visitamos mais duas cachoeiras, a das Orquídeas e a da Alma Gêmea, uma mais incrível do que a outra.














GoMartins Drone Vista Aérea Cachoeira Almas Gêmeas Chapada dos Guimarães
Vista Aérea da Cachoeira Almas Gêmeas
GoMartins Alice Morais poço do amor circuito águas do cerrado chapada dos guimarães
Alice se refresca no famoso Poço do Amor no Circuito Águas dos Cerrado.
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Belíssimo pôr do sol com nosso 4x4 alugado na Movida.

Encerramos por ali, já bem no final da tarde, e voltamos para a sede da fazenda, onde nos serviram café com um queijo fresco e geleia caseira. Gostoso demais! E ainda fomos presenteados com um pôr do sol incrível, típico do cerrado. Que experiência sensacional!



O nosso segundo dia também foi intenso e de muitas experiências diferentes, a Chapada dos Guimarães é mesmo um destino surpreendente!

GoMartins Alice Morais cachoeira cristal chapada dos guimarães
Cachoeira Cristal, um belo visual e oportunidade de garantir belas fotos.

Começamos visitando a Cachoeira Cristal, que é uma propriedade particular e só recebe visitantes agendados. Para quem curte um ambiente mais privativo, é uma excelente opção. Além de ser muito linda, o espaço tem uma área de convivência e churrasqueira, então é possível passar o dia todo aproveitando por lá com a família ou amigos.


Depois de alguns quilômetros de estrada de terra, em meio à vegetação do cerrado, onde só passam veículos 4x4 (alugamos na MOVIDA ), partimos para conhecer, de fato, os imensos paredões de arenito vermelho-alaranjados da Chapada. Começamos pela parte baixa da Cidade de Pedras, que é chamada de Vale do Rio Claro, onde fica a Crista do Galo, um mirante com vista panorâmica para observar a magnitude dos paredões. O visual é surreal, indescritível!

GoMartins Henrique Martins parte baixa da Cidade de Pedras, que é chamada de Vale do Rio Claro, onde fica a Crista do Galo
Henrique Martins visita a parte baixa da Cidade de Pedras, que é chamada de Vale do Rio Claro, onde fica a Crista do Galo

Percorremos mais alguns minutos de estrada e chegamos no local onde é realizada a flutuação do Rio Claro, que originou o nome da região e faz jus a ele, pois as águas são cristalinas, lindo demais! Caminhamos alguns metros em uma pequena trilha até o ponto inicial. O percurso da flutuação é curto e bem rápido, ela é considerada uma descida de rio de aventura com obstáculos (porque tem alguns troncos para desviar), mas curtimos bastante e repetimos umas duas vezes para nos refrescarmos, porque o clima na Chapada é bem quente! Rs

Uma dica: a região do Vale do Rio Claro tem trilhas que chegam a 15 km e levam a outros atrativos, além da Crista do Galo, como o Poço Verde e o Poço das Antas. O percurso levaria um dia inteiro, ou seja, dá para fazer grande parte do trajeto a pé e deve ser bem bacana para explorar mais ainda as belezas da região. Não tivemos tempo, mas para quem curte uma aventura, fica a sugestão. Esperamos retornar em breve para realizá-lo por completo!

Finalizando a flutuação, partimos para a parte alta da Cidade de Pedras. São mais alguns quilômetros de estrada de terra, muito sinuosa, com muitos buracos e obstáculos, uma aventura e tanto, mas vale cada minuto! O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães ocupa uma área de 33 mil hectares e os paredões chegam a 800 metros de altura, então o visual lá de cima é ainda mais incrível, lindo demais!

Preparamos um vídeo com imagens incríveis desse dia para vocês.



A nossa parada para almoço foi no Morro dos Ventos, um restaurante muito tradicional da Chapada, famoso pela vista que é sensacional. A comida é maravilhosa e os colaboradores muito simpáticos, foi um momento muito prazeroso para repor as energias e, também, relaxar um pouco.

 GoMartins Mirante Alto do Céu chapada dos guimarães pôr do sol
O pôr do sol no Mirante Alto do Céu é algo imperdível.

Encerramos o nosso dia com um pôr do sol inesquecível no Mirante Alto do Céu. Um atrativo que vem conquistando cada vez mais os corações dos visitantes da Chapada e não é para menos...o visual do lugar é incrível, não poderíamos ter finalizado a nossa experiência de maneira melhor!





Pôr do sol chuva chapada dos guimarães  Mirante Alto do Céu
Nossa equipe presenciou um belo pôr do sol com pancadas de chuva


Pancho Villa Cuiabá restaurante mexicano gomartins
Nossa Equipe curte um jantar divertido no Pancho Villa em Cuiabá

Voltamos para a estrada rumo ao nosso próximo destino. Como Chapada e Porto Jofre ficam em direções distintas, optamos por dormir uma noite em Cuiabá, que foi também o ponto inicial da nossa viagem. Jantamos em um restaurante mexicano bem gostoso, com rodízio e drinks muito bons, chamado Pancho Villa. Vale a pena conhecer!




Depois, passamos a noite no Hotel Paiaguás, que tem quartos bem confortáveis e o atendimento é sensacional. O café da manhã também é ótimo, bem servido e completo, onde conseguimos repor as energias para cair na estrada novamente.


Acompanhem a nossa próxima parada: Porto Jofre – Pantanal!


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